terça-feira, 30 de agosto de 2011

Crise mundial

Tudo isso me parece novo

Ou a mesma anarquia

De novo

O lustre antigo

Nos antigos castelos

Rangendo a cada pedrada

E sentado na enorme escada

O rei

Contando moedas para pagara a parcela mínima do cartão de crédito

Vê se pode?



Na frente da minha casa tem uma lixeira

E a bolsa fechou em baixa

O cheiro de chorume é forte

Mas os acionistas trabalham firme

Se matam a fome com merda

Desde quando engordar o lucro é crime?



Amanhece

E as avenidas enfileiradas tecem o dia

Aos berros um louco negocia

“O meu reino...

O meu reino por mais um dia”



Até quando San?

Eu pergunto

Ele responde

Mas eu não entendo

eu não entendo.

(Robson Vilalba)

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